O SESC Birigui e a Folha da Região lançam neste domingo (1º), o concurso de histórias “Coisas de Saci”. A atividade tem o apoio da Academia Araçatubense de Letras e Rádio Cultura FM, de Araçatuba. As inscrições vão até o dia 09 de setembro.
A proposta do concurso é retomar a experiência feita pelo escritor Monteiro Lobato, há mais de 90 anos, num jornal da capital, quando convidou os leitores a narrarem suas versões sobre a lenda do saci. A pesquisa resultou na obra “Saci-Pererê: Resultado de Um Inquérito” (1918), primeiro livro do escritor.
As vinte histórias selecionadas, nas categorias público livre e escolar (10 de cada), farão parte de um caderno especial do jornal Folha da Região, que irá circular no dia 30 de outubro, um dia antes da data em que é comemorado o Dia do Saci.
Como participar
O concurso vai premiar textos inéditos, escritos em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeiros residentes em 55 cidades da região (confira a relação das cidades no regulamento disponível do site da Folha da Região).
O leitor interessado deverá se inscrever até o dia 10 de setembro. É possível participar em duas categorias: livre e escolar. Na categoria livre, o interessado enviará o texto e a ficha de inscrição para o Polo Avançado do SESC, em Araçatuba, na rua José Bonifácio, 39 Centro 16010-380.
Já na categoria escolar, a escola envia os textos e a fichas de inscrição dos alunos para o mesmo endereço. O participante poderá assinar o texto com pseudônimo, mas a ficha de inscrição deve conter os dados reais.
O regulamento na íntegra pode ser conferido no site www.folhadaregiao.com.br ou pela versão impressa, disponível nos pontos de atendimento.
O personagem
Quem nunca ouviu falar deste sapeca? Saci-pererê é um personagem bastante conhecido do folclore brasileiro. Sua origem é presumida entre os indígenas da região das missões no Sul do país, por onde se espalhou em sua quase totalidade.
A figura tem várias vertentes: maléfico, brincalhão ou gracioso, conforme as versões comuns que percorrem o País. Na região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Da cultura africana, o saci também herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.
Segundo o imaginário popular, suas travessuras mais conhecidas são trançar a crina dos cavalos, depois de deixá-los cansados com correrias; fazer as cozinheiras queimarem as comidas; fazer viajantes se perderem nas estradas, entre outras. Tais mitos existem pelo menos desde o fim do século 18.
O Saci e a Literatura
O primeiro escritor a se voltar para a figura do saci realizou uma pesquisa entre os leitores de um jornal de circulação nacional. A obra investigou a real identidade do conhecido personagem do nosso folclore.
Por meio de diversos depoimentos, vindo de todas as partes do Brasil sobre as características do saci, o escritor traçou um perfil desta figura folclórica, e ao mesmo tempo, retratou o brasileiro da época. Com a transposição dos textos de Monteiro para a televisão, o saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso. Graças à literatura de Lobato, tornou-se presença marcante no imaginário popular.
Informações:
Programação Cultural do SESC Birigui
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(18) 3608-5400
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(18) 3642-7040
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