Biografia de Maurício do Valle Aguiar


BIOGRAFIA DE MAURICIO DO VALLE AGUIAR

Maurício do Valle Aguiar nasceu no dia 4 de dezembro de 1926 na Fazenda Boa Sorte, propriedade de seus avós maternos, localizada do distrito de Sarandira, município de Juiz de Fora, MG.
Eram seus pais Gil de Aguiar e Lenira do Valle Aguiar, radicados na fazenda também Boa Sorte no Triângulo Mineiro, município de Estrela do Sul, onde passou sua infância até ser interno do Colégio MacKenzie em São Paulo. Posteriormente, mudou-se para a Academia de Comércio em Juiz de Fora, onde completou o ensino secundário e ingressou na Faculdade de Direito, formando-se em 1950. leitor inveterado, sempre se envolveu com a vida literária, colaborando em vários jornais da época.

Entusiasmado com a aviação, foi brevetado aos 17 anos de idade e, aos 18, fundou com dois amigos uma companhia de Táxi Aéreo. Foi assíduo freqüentador do Aeroclube de Juiz de Fora e exímio praticante de acrobacias aéreas. Era uma das muitas manifestações de seu espírito aventureiro, que o levou a participar de caçadas, desbravar terras distantes e explorar continentes nas inúmeras viagens que fez durante toda a sua vida.
Advogou por alguns anos e trabalhou na incorporação de edifícios. Casou-se em 3 de setembro de 1953 com Regina de Miranda Teixeira – hoje Teixeira de Aguiar - e tiveram 2 filhas: Cecília e Marilia, e 4 netos. Com familiares, construiu o Cinema Excelsior em Juiz de Fora, um dos melhores de Minas Gerais na época.
Ao regressar de uma Volta ao Mundo em 1961, foi estimulado por amigos a publicar a narrativa de sua viagem, como forma de compartilhar beleza e curiosidades vividas durante os 4 meses de aventuras. Foi assim que nasceu  

“Em Busca do Sol Fugitivo” em julho de 1964, publicado pela Editora Itatiaia de Belo Horizonte. O lançamento deste livro, dedicado às filhas e à esposa Regina, sua companheira de viagem, marcou o ingresso de Maurício no Núcleo Mineiro de Escritores.

No ano seguinte, escreveu “Terra no Sangue”, que dizia ter sempre “morado dentro dele”. A obra foi editada pela Martins Editora de São Paulo em 1965, e dedicou aos pais “desbravadores dos sertões” de nosso país.
Em 1958, estes transferiram sua fazenda de Pereira Barreto para os filhos e Maurício retomou as lides agropecuárias, esquecidas desde a adolescência. Tomou gosto e ampliou sua empresa rural, adquirindo terras em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Por esse motivo, foi necessária  a mudança da família para Araçatuba em 1969, e em 1974, com as filha estudando no Rio de Janeiro, passou a viver entre as duas cidades.
No ano de 1970 a Editora Martins lançou a 2ª edição de “Terra no Sangue”, da qual a discussão política mais exaltada foi excluída. A 3ª edição, por sua vez, saiu em 1976 pela Bloch Editora do  Rio de Janeiro, com prefacio de Rangel Coelho.
Em Araçatuba, tornou-se amigo de vários intelectuais, e pela mão de Célio Pinheiro e Odette Costa Bodstein ingressou na Academia Araçatubense de Letras em 26 de agosto de 1994, ocupando a cadeira 16, cujo patrono (escolhido por ele) é Érico Veríssimo.
Colaborou com a Revista Plural escrevendo vários contos, agrupados no livro  

“Estórias Contadas ao Entardecer”, publicado em 1997.
Freqüentador assíduo das reuniões da Academia, sentia satisfação na convivência com os confrades até que a morte o surpreendeu no dia 14 de maio de 2002.